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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O milagre nas palavras simultâneas referentes ao Shabat, da serpente flamejante, do milênio em ano 7000, ressurreição no 9000 e do bode Azazel amarrado em pedra, segundo Talmud


O milagre nas palavras simultâneas referentes ao Shabat, da serpente flamejante, do milênio em ano 7000, ressurreição no 9000 e do bode Azazel amarrado em pedra, segundo Talmud






“Guarda o dia do sábado, para o santificar, como te ordenou o senhor teu Deus” (Dt. 5:12)



“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”. (Êx. 20:8)



“Lembra-te do dia do Shabat” (idem, Bíblia Hebraica)



“Então disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste; e será que todo mordido que olhar para ela viverá”. (Num. 21:8)



“Faze para ti uma serpente flamejante e coloque-a no alto de um mastro..” idem,Talmud



“Deus está na assembleia divina; julga no meio dos deuses” (Sal. 82:1)



“Os olhos altivos do homem serão abatidos, e a altivez dos varões será humilhada, e só o Senhor será exaltado naquele dia” (Isa. 2:11)



“Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele. (Ose. 6:2)



“E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel”. (Lev. 16:8)







Hoje vamos falar de temas mais profundos, no sentido se discutirmos sobre alguns assuntos ligados a algo mais extraordinário dentro da crença. Assim tratamos de um referido milagre com relação a pronunciamento sobre o Shabat, o que é traduzido por sábado, de tal modo que algo pouco notado ocorreu e inclusive citado na Bíblia. Outro fato interessante é que o Talmud fala com relação a serpente de Moisés, aquela colocada em vara para proteger de picadas de víboras. Também trataremos aqui de datas relativas e Milênio e ao tempo da ressurreição, que em crenças é em muitas vezes calculado, mas sem a devida tradição oral. E também falarei de uma prática relacionada ao bode Azazel. Mas como outros temas nossos, aqui haverá novidades a que muitas vezes nunca foram comentadas, presentes na Torá oral.


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Um detalhe e milagre pouco notado é ao que se refere ao Shabat (“sábado”) no pronunciamento de Deus, de tal modo que Ele os pronunciou em uma única elocução, tratando de lembrar e guardar numa única palavra, o que seria impossível ao ser humano dizer, e mesmo ouvir, e assim um milagre. Mas um segundo milagre teria ocorrido quando todos os judeus conseguiram discernir cada palavra com clareza. Por isso pode alguém achar que é contradição do texto de Êxodo 20 e de Deuteronômio 5, mas ambos trataram apenas desse milagre de em duas palavras que se fundem em uma única, ao mesmo tempo.


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Já sobre o que se refere a serpente citada em Números 21, que aqui se amplia o conceito e a chama ainda de “flamejante”, o que ainda coloca algo mais místico no ocorrido. Mas se fala que não foi a serpente que fazia morrer ou sobreviver, mas sim para que os israelitas olhassem para o alto, e se arrependessem de seus pecados. Para tanto, se comenta que esse fato lembra que apesar de coisas ruins acontecerem aqui embaixo, mesmo assim são positivos nos Céus. Para tanto, as coisas acontecem para o bem. Quando a pessoa se conscientiza disso, ela milagrosamente passa a ver que as desgraças se transformam em bênçãos. Ocorreu isso porque eles estavam ingratos quando recebiam o maná caia do céu, e assim o Eterno lhes mandou essas serpentes, e de tal modo que procuraram Moisés para interceder por eles.

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Sobre o bode Azazel, citado em Levítico 16, o mesmo era levado para para o deserto fora de Jerusalém, e empurrado para o precipício, expiando assim os pecados do povo. No seu chifre se amarrava uma fica escarlate, simbolizando os pecados de Israel, e essa fita ainda era amarrada em uma pedra. Só que ocorria um milagre nesse evento: a fita na queda ficava branca, anunciando que os pecados dos judeus tinham sido expiados. Assim era amarrada metade em uma rocha e metade na pedra. E por isso que Isaías se referia que os pecados ficariam brancos como a neve: “ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Isa. 1:18).


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Por fim, a respeito do dia da ressurreição, muito se tem tentado calcular, e igrejas surgiram com essa promessa, muitas vezes errando em suas previsões e profecias. Mas a tradição oral já tem alguns números, e aqui em Talmud se fala em tais, se tomando por base o calendário judaico. Lembrando que estamos em ano 5777. Já comentei em outro texto que de 6000 anos, os 2 últimos seriam referentes ao tempo do Messias. Fato é que depois disso que surge o mistério. Mas ocorrerá a destruição, como se escreve ao final de seis milênios o mundo como conhecemos deixará de existir, e assim durante o sétimo milênio toda a Criação ficará em estado de Shabat. Outros dizem que não apenas nesse Milênio o mundo ficará destruído, mas por dois milênios. O mundo ficará despovoado durante sétimo e oitavo milênios. Mas não devemos ficar tristes e espantados, pois no nono milênio Deus nos ressuscitará em um mundo novo e viveremos diante Dele.





Fontes



-Bíblia Hebraica, Editora Sefer



- Santa Bíblia, versão ebook João Ferreira de Almeida, de Microsoft Reader



-Talmud Bavli, Rosh Rashaná, Editora Lubavitch

domingo, 6 de agosto de 2017

Sobre a Torre de Babel, Nimrod, ego e o Criador, de acordo com a cabalá


Sobre a Torre de Babel, Nimrod, ego e o Criador, de acordo com a cabalá







“Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade”. (Gen. 11:4-9)




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Essa história se passou há 4000 anos. Para a construção da Torre na Babilônia não havia nenhuma pedra, então as pessoas queimaram a argila e fizeram tijolos para tal fim. E segundo o Midrash, ou a Torá oral, Babilônia conhecia o dilúvio, e assim se desejou fazer uma cidade em um lugar alto e nela com uma torre, como Nimrod propôs ao povo. Mas do mesmo povo há quem pensou que seria injusto Deus tratar diferente as pessoas do alto e de baixo, e se essa torre os salvaria ou não de um novo dilúvio. Na torre as escadas do leste eram usadas para cargas, enquanto as do oeste para pessoas inferiores. Mas por fim, houve tanta desconexão entre as pessoas, que uma não entendia a língua da outra.


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Disse Laitman: “Neste novo grau o ego é o rei, e seu nome é "Nimrod", da palavra, Meridah, ou seja, rebelião. 'E assim, as pessoas coroaram Nimrod para ser seu rei. E uma vez que todos eles se estabeleceram na Babilônia, Nimrod, essencialmente, tornou-se rei de toda a população da Terra'. Nimrod é uma força egoísta nova e poderosa que governa todo o ego. E é contra esta força que você deve lutar agora” (p. 117).


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Cada subida na espiritualidade é precedida por uma descida. O ego é assim Nimrod e seu povo. A torre está dentro de nós. Mas o progresso sem conexão como Criador está fadado a ruína. Nos dias atuais trabalhamos muito e até construímos, mas temos uma sociedade afundada em drogas e depressão. Divórcios colocam as famílias em ruínas. De certo modo vivemos pior do que os homens da caverna, segundo Laitman.



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E isso revela mais um truque do ego, que também se mostrou no faraó do Egito. Na Torre, mesmo pessoas que caiam mortas não tinham importância. O ego acaba por fazer se esquecer de amar o próximo como a si mesmo. Mesmo Abraão aos seus quarenta e oito anos passou perto da torre e se opôs a sua construção, entendendo que esta não pode substituir o Criador. Abraão foi o primeiro cabalista. Desse modo que se pode dizer: puça o Abraão em você. Assim se encontra o ponto no coração, ou quando se questiona de onde vieram todas as coisas. O fenômeno de recusar a se corrigir é o que se denomina de construção de torre de Babel. O ego deve assim ruir, assim como caiu a torre. Mas justo depois, e mesmo por lá que surge a sabedoria da cabalá, e que vem se abrindo e superando mitos a que foi envolta.







Fonte



- Santa Bíblia. Versão João Ferreira de Almeida, ebook Microsoft Reader



- LAITMAN, Michael. Os Segredos do Livro Eterno: o significado das histórias do pentateuco. Laitman Kabbalah Publishers. 2014








sábado, 29 de julho de 2017

A benevolência de Deus, a tsedacá como serviço, o Leviatã como egoísmo, Amém como verdade, e anjos Micael e Gabriel, de acordo com a cabala


A benevolência de Deus, a tsedacá como serviço, o Leviatã como egoísmo, Amém como verdade, e anjos Micael e Gabriel, de acordo com a cabala




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“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8)



“Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam os dias, que são peritos em suscitar o leviatã”. (Jó 3:8)



“Semeai para vós em justiça, colhei segundo a misericórdia; lavrai o campo alqueivado; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós”. (Oséias 10:12)



“Semeiem para vocês com tsedacá, etc (e colham de acordo com a medida de Chéssed (bondade)) idem, Tanya



“E a obra da justiça será paz; e o efeito da justiça será sossego e segurança para sempre”. (Isa. 32:17)



“E (a recompensa pelo) ato da tsedacá será a paz e (a recompensa para) o serviço da tsedacá (será) a serenidade e a segurança para sempre”. Idem, Tanya



“Com Deus estão domínio e temor; ele faz reinar a paz nas suas alturas. Acaso têm número os seus exércitos?”. (Jó 25:2-3)



“Somente Dele é o domínio de tudo, e Ele é quem provoca temor, Ele promove a paz nas alturas. Existe um número que expresse quantas são suas Legiões?” Idem, Bíblia Hebraica



“E todo o povo dirá: Amém”. (Deut. 27:16)



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Vemos cada dia a necessidade que temos de justiça e benevolência. Mesmo o tema da justiça entra sempre em questão na mídia, ou nas conversas das pessoas. Também percebemos que uma injustiça social provoca atos de injustiça legal, e que isso tudo revela a desconexão das pessoas e seu egoísmo. Não se ama o próximo como a si mesmo. Deste modo, mesmo que alguém ache que o Leviatã está no mar ou que será um monstro a ser descoberto, nada mais é do que o egoísmo, e não mero que um brinquedo de baleia para Deus, conforme cita o livro cabalístico do Shamati. Mas os atos de serviço para Deus, da tsedaká, trazem paz e algo melhor. Isso se refere muitas vezes a caridade, e atos que reduzam a injustiça social. Também o livro cabalístico de Tanya revela que essa tsedacá se relaciona a esfera cabalística de Chéssed. Ademais, o mestre Michael Laitman ensina ainda sobre a palavra Amém, a relacionando a verdade. Estes e outros temas aparecem nesse humilde artigo.



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Como disse o Tanya, os atos de serviço a Deus, bem como muitas coisas relacionadas a benevolência e a paz, a justiça. Assim se reza toda a manhã dizendo “Ele semeia tsedacot e faz brotar a salvação”. Também no Salmo 17:15 se diz que “Através de tsédec eu contemplei Sua face”. E assim essa palavra é traduzida como retidão. Logo, não se afasta o termo de justiça e de virtudes. E retidão assim está relacionada a caridade, tsédec a tsedacá. E tudo isso relacionado a misericórdia, como atributo de Deus, ou Chéssed. Esse é o lado da direita, pois à esquerda está Gevurá. A esquerda está caracterizada pela contração e ocultação no serviço Divino realizado por uma pessoa. E como diz o Zohar, há uma forma bem mais alta de Chéssed. Há um nível elevado a coroa, ou a Kéter, um nível de Divindade totalmente transcendente. E os anjos Micael e Gabriel se relacionam a essa esquerda e direita, quando em Jó 25 se fala em exércitos ou legiões de Deus. E mais, Micael é o ministro da água, e Gabriel é do fogo, contudo eles não extinguem um ao outro, conforme o Tanya.

 
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E o Leviatã? Um monstro que devemos procurar nos mares? Mais importante que procurar fora, é procurar dentro. O Shamati fala desse monstro como um brinquedo, uma baleia para Deus. Cita: “ É como disseram nossos sábios quanto à senhora que perguntou: 'O que o faz Criador após ter criado o mundo?' A resposta foi: 'Se senta e brinca com uma baleia', como está escrito, 'Lá vão os navios do mar e Leviatã (monstro marinho), que Você formou para entretenimento' (Avoda Zará, Idolatria, p. 3)”. Assim isso se refere a conexão. Leviatã é o egoísmo mergulhado nas águas de Malhut. Malhut é a esfera cabalística. Logo, não se deve procurar por monstros, pois o que importa é a nossa conexão e o amor ao próximo como a si mesmo. Isso se refere também que a relação de Deus com as criaturas é como um jogo, e que entre as criatura já é diferente, se processa por desejo. Quando um desejo não é satisfeito gera carência, já no jogo não há essa carência.
 
 



Por fim, Amém!, que é citado várias vezes em Deuteronômio 27, é descrito pelo rav Laitman como verdade, veracidade, e expressa nosso acordo interno, a decisão interna. Portanto, o povo é obrigado a dizer Amém! antes da entrada de Israel. Esse é um acordo sem cujas condições não se pode entrar, porque significa elevar-se à correção de desejos e intenções egoístas completamente novos que estão agora sendo revelados. Sendo assim, em cada etapa o povo repete Amém! E entra assim em uma nova correção.








Fontes



-Bíblia Hebraica, Editora Sefer



-Likutei Amarim Tanya, volume 6, Editora Beith Lubavitch



-Michael Laitman, programa Kab TV – Segredos do Livro Eterno, de 21/11/16



- Bíblia Sagrada, versão ebook João Ferreira de Almeida, de Microsoft Reader



- Shamati (Eu Ouvi) de Rabi Yehuda Ashlag, Laitman Publicações

sábado, 22 de julho de 2017

Sobre a proibição de imagem dos servos de Deus, sobre graduação de egos e benevolência de Deus do mundo superior, conforme a cabala e tradição oral


Sobre a proibição de imagem dos servos de Deus, sobre graduação de egos e benevolência de Deus, do mundo superior, conforme a cabala e tradição oral







“Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”. (Ex. 20:4)



“Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós”. (Ex. 20:23)



“se for o sacerdote ungido que pecar, assim tornando o povo culpado, oferecerá ao Senhor, pelo pecado que cometeu, um novilho sem defeito como oferta pelo pecado”. (Lev. 4:3)



“Mas é de eternidade a eternidade a benignidade do Senhor sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos” (Sal. 103:17)



“a benevolência de D'us passando de mundos superiores ao mundo inferior sobre aqueles que O temem” (idem, Tanya)







Hoje falaremos sobre temas como o uso de imagem, sobre a bondade der Deus, e sobre a graduação de egos, no que se refere a sacrifício pelos pecados cometidos. Vimos ao longo da história sobre diversas doutrinas e teorias sobre essas passagens bíblicas, mas muitas vezes sem se observar os mundos superiores ou espirituais. Geralmente se preocupa com a visão moral e apenas o mundo material. Sem sentido em muitos casos, uma vez que não mais temos o costume de certos sacrifícios, e nem nosso mundo vive sem as “imagens”, seja de nós mesmos ou de muitas coisas, incluindo personagens bíblicos e filmes. Também o Salmo 103 explica algo a mais do que apenas o tempo, mas se refere aos mundos superiores. Fato é que a cabala, bem como a tradição oral nos dão respostas a tudo isso.





Uma heresia referida pelo Talmud é a de Betusianos, que apenas acreditavam no que está escrito, na Torá escrita. Por outro lado, vemos que o texto por si gera muitas confusões. Já expliquei sobre isso em meu livro “Bíblia e Tradição Oral”, pois há uma necessidade de se saber a linguagem das raízes (espirituais). Assim vieram os sábios e os cabalistas, que revelaram a luz do Criador e a receberam, sendo isso revelado em momentos históricos mais recentes, após o ARI, Isaac Luria, e mesmo antes pelo Zohar, e que depois o foi ainda mais por Baal HaSulam, e mais atualmente por Michael Laitman.
 
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Na lição do Rab Laitman, a referência ao Levítico 4:3 e seguintes, se refere a gradação de desejos e de egos. Assim o pecado do sacerdote e assim de outras pessoas, conforme graus de desejo. Mas como lembra o rab, está na lição dos sábios o fato de que se escreve: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero para ela, pois a luz nela a retornará ao bem” (Kiddushin 30b). Assim não há pecado. Pois se estudarmos a Torá em grupo, revelaremos a qualidade da doação (não mais do ego..). Pois Torá vem da palavra Ohr, luz. Os desejos egoístas são chamados de Egito, e se começa a corrigir disso no Sinai. Mas o deserto do Sinai é de Sina (ódio), e assim ansiamos pela conexão. Os pecados são descobertos em nós, assim como o Egito em nós. Logo, todos os pecados internos foram preparados para nós desde o início.
 
 
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Já no livro cabalístico do Likutei Amarim Tanya, fala-se no Salmo 103:17 como uma relação de mundos superiores espirituais e o nosso mundo. Nesse sentido que a benevolência de Deus passa dos mundos superiores até o mundo inferior. Isso significa que a luz de Deus, o infinito, Ein Sof, que irradia os mundos superiores tanto quantitativamente quando qualitativamente, se irradiam, até que os seres fiquem em um estado de autoanulação verdadeiro (ali falado em temor), sendo estes absorvidos na Luz do Criador. Estes mundos superiores são os hechalot (salões), com os anjos e almas dentro deles, os quais são chamados por seus nomes no livro cabalístico do Zohar. Logo, esse é o sentido do salmo.

 
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Por fim, sobre a construção de imagens, o Talmud revel grande clareamento. Pois quando se diz para não fazer imagens em Êxodo 20:20, na verdade se diz no sentido de “Não fareis imagens dos meus servos que Me servem do alto”. Lá a discussão de início se refere a não fazer imagens do Sol e da lua, seguindo a proibição de se fazer um castiçal (menorá) e mesmo de se construir uma residência com as mesmas medidas e detalhes do templo sagrado. Mas em momentos de crise eles fizeram um candelabro de madeira, e as imagens de planetas são permitidas por não se conseguir as reproduzir. Não se poderia fazer um castiçal de 7 velas, mas se poderia de oito, e assim por diante. Em verdade, quando se refere aos “servos” do alto, se fala naqueles seres espirituais descritos na carruagem ou trono celestial, da visão de Ezequiel, assim aos Chaiot Hakodesh, aos seres de quatro faces. E a isso que se refere em última instância o versículo, e assim falou também Rashi.






Fontes



-Bíblia Sagrada, versão ebook João Ferreira de Almeida



-Michael Laitman, em programa Kab TV, de 27/11/2014, “Segredos do Livro Eterno”



-Likutei Amarin Tanya, volume 6, Editora Beith Lubavitch



-Talmud Bavli, Rosh Rashaná

sábado, 15 de julho de 2017

A importância da assembleia, o egoismo que afasta de Deus e a energia do Messias, de acordo com a cabala


A importância da assembleia, o egoismo que afasta de Deus e a energia do Messias, de acordo com a cabala



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“Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz, e é nascida sobre ti a glória do Senhor”. (Isa. 60:1)



“Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração”. (Ex. 34:6-7)



“Nenhum bastardo entrará na assembleia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembleia do Senhor”. (Deut. 23:2)



“Quanto à assembleia, haverá um mesmo estatuto para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco, estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor”. (Num. 15:15)







Vemos em nossa sociedade contemporânea cada vez mais o egoísmo dominar, e separações de toda a ordem. Assim surgem ideia que classificam as pessoas em rótulos, e excluem as pessoas. Isso mesmo em religiões ocorre, tristemente. Por outro lado, há aquele aspecto que resume a lei, chamado de “amor ao próximo”. Desse modo se caminha com o Messias e compreende o reino dos céu ou o mundo vindouro. Mas isso de modo se faz em cada um por si, mas em um coletivo, ou que na Bíblia se chama de assembleia (sem acento na nova ortografia...). Esse coletivo é formado basicamente de dez pessoas, e como se diz no Talmud, “onde estiverem dez, lá estará a Divindade”. O mesmo se diga de dois que conhecem a Torá, como disse Rab Yeshua. Mas isso não se restringe a apenas uma raça, povo, igreja ou religião. A cabala fala de uma conexão, onde se tem de buscar ao criador, e por isso Ele é chamado de BORE, no sentido de “venha e veja”. E isso também é o significado de Israel, ou yashar kel, que é essa busca por correção.


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Como dizem os sábios: “quando um peca, todos sentem”. Nesse sentido que se lembra do capítulo 34 do Êxodo. Desta feita, somos responsáveis pelos outros, no que se chama Arvut. Deste modo, como se lembra, “todo o Israel é garante um do outro”. Deste modo, sem sentido quem pensa evoluir espiritualmente no egoísmo, ou apenas isoladamente, numa salvação sem incluir sua assembleia. E isso nada tem a ver com um país ou região do mundo, mas sim com um estado de busca de correção e pela luz do Criador. Pois todo aquele que desperta seu ponto no coração, assim buscando a conexão com BORE, também tem de buscar a conexão com o irmão, em “ama o próximo como a ti mesmo”, e isso em especial dentro de sua assembleia ou dupla que conheça a Torá. Essa lição fica também naqueles que estudam o Talmud, que fazem em dupla. Também quando um peca, são todos sim responsáveis, e mesmo porque todos formam aquele primeiro criado, chamado Adão (ha Rishom). Havia uma só alma. Logo, somos todos como um.


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Reforçando sobre a assembleia, é dela que se diz em especial do número 10, que é o número de de sefirot da cabala. Pois a Criação se deu através de dez verbos ou pronunciamentos, como se lembra ainda em livro cabalístico de Bahir e se nota no Gênesis. Pois na assembleia que se revela Shehiná, e também assim se pode lembrar de coluna de fumaça, fogo e outros milagres descritos na companhia do povo de Deus. Isso se deu na saída do Egito, ou seja, não de um país no passado, mas daquele Ego que hoje e sempre nos acompanha, e nos afasta da luz que reforma, da busca do Criador. Também o bastardo citado em Deuteronômio 23 não quer dizer o filho bastardo (do mundo), mas sim aquele que pelo Ego não se deixa entrar num grupo que busque o Criador, pelo seu ego. Pois há ali linguagem de ramos e raízes, e nada se fala desse mundo. E isso do ego se inclui separar a má inclinação (yetzer hará), que revela a alma animalesca e o contato com demônios do outro lado. Pois assim na assembleia o pecado de cada um revela alguma responsabilidade de todos. Pois como se disse, havia uma só alma, e assim o retorno em mundo de Atzilut (reino espiritual) se dá também em conjunto, para restaurar a quebra da alma de Adão. E assim o Messias com sua energia será recebido por todas as nações.






sábado, 8 de julho de 2017

Israel como a terra do veado, Moisés e justos falecendo no aniversário, o terço de dízimo e Satã enganado pela trombeta, segundo Talmud


Israel como a terra do veado, Moisés e justos falecendo no aniversário, o terço de dízimo e Satã enganado pela trombeta, segundo Talmud



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“O que, porém, há de vir contra ele fará o que lhe aprouver, e ninguém poderá resistir diante dele; ele se fincará na terra gloriosa, tendo-a inteiramente sob seu poder”. (Dan. 11:16)



“na terra do veado” idem, Talmud bavli



“Prosseguindo Moisés, falou ainda estas palavras a todo o Israel, dizendo-lhes: Cento e vinte anos tenho eu hoje. Já não posso mais sair e entrar; e o Senhor me disse: Não passarás este Jordão”. (Deut. 31:2)



“o número dos teus dias completarei”. (Exo. 23:26)



“então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá fruto bastante para os três anos”. (Lev. 25:21)



“e a terra produzirá fruto bastante para um terço da safra” idem, Talmud bavli



“Fala aos filhos de Israel: No sétimo mês, no primeiro dia do mês, haverá para vós descanso solene, em memorial, com sonido de trombetas, uma santa convocação”. (Lev. 23:24)



“memorial de toque de Shofar, convocação de santidade” idem, Bíblia Hebraica







Mais uma vez tratamos da Bíblia de acordo com a interpretação dos sábios. Aqui nos focamos mais em livros bíblicos de Daniel, Deuteronômio, Êxodo e Levítico. Dentre os temas curiosos que nos apareceram, estão desde que os justos (santos) falecem no dia de seu aniversário, bem como de que a terra de Israel é chamada de terra do veado, além de que há o terço de dízimo, referido ocultamente em Levítico, bem como a questão da trombeta, o Shofar judaico, como um meio de enganar Satã durante certa festa. Cada vez o que assim nos faz perceber, é a infinitude do texto bíblico, que vai muito além do que alguns religiosos nos ensinam. A dita “trombeta”, que na verdade é Shofar judaico, que tem grande simbolismo para a vinda do messias, e assim feito de chofre de carneiro, e não uma outra trombeta que as pessoas possam pensar, feita de metal. Fato é que a Bíblia revela muito mais que um sentido literal ou meramente de lição moral.
 
 
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No que está citado em Daniel, sobre a terra gloriosa, ou melhor Érets Tsví, “a terra desejada”, também pode ser interpretada como “a terra do veado”. Isso se refere a fruto que será destinado a dízimo, e que na terra de Israel ele amadurece mais rápido que outras terras, em comparação ao veado que corre mais do que outros animais. Isso também se refere ao um terço, e sobre essa regra vemos em Levítico, a forma de interpretar três anos, que na verdade se refere a um terço da safra, logo, onde se lê lishelósh (para os três anos), leia-se lishelish (para um terço da safra). E isso se refere ao sétimo ano, ao jubileu. Deste modo, nesse ano se deixa as coisas, e alguns interpretam que no sexto ano seria tão abundante que no sétimo não se precisaria mais colher. Sobre o porque de se usar um chifre de carneiro, foi porque Abraão trocou Isaac por um carneiro, assim sendo fiel a Deus.
 
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Já sobre aniversário, o mesmo é evitado por alguma igreja, mas muito pelo contrário, os justos ou santos falecem no dia de seu aniversário. Uma prova é Moisés no que disse em último dia seu. Assim se ensina no Talmud, onde se fala que o Santo, bendito é Ele, Se ocupa de completar os anos do justo dia-a-dia e mês-a-mês, que Deus garante que os justos morrerão no mesmo dia e mês que tenham nascido, sendo seus anos assim completos. Por isso se fala em Êxodo 23:26 que os dias completarei, e esse é o sentido da expressão.

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Por fim, sobre Satã enganado, se fala no Talmud quando é tocado o Shofar, mal traduzido por trombeta, de modo que sabe-se que Satã é o acusador, assim ele se confunde, uma vez que os judeus amam a Torá e cumprem os mandamentos em dobro, o que assim faz confundir a Satã, que não os pode acusar. Também porque esses toques anunciam a Era messiânica, quando a morte e as forças negativas serão abolidas, e Satã assim se amedronta com o ato. Mas em outros anos se toca uma teruá (de tristeza) e assim ele não fica confundido, conseguindo os acusar. A isso que se refere o Levítico citado. Mas na era messiânica mesmo, não se necessita a referida confusão, uma vez que lá as forças negativas não mais existirão.





Fontes



-Santa Bíblia, ebook de João Ferreira de Almeida



-Bíblia Hebraica, editora Sefer



-Talmud bavli, Rosh Rashaná, editora Lubavitch